15 de outubro: Dia Mundial da Lavagem das Mãos — evidências e desafios na prevenção de infecções
Mais do que uma data comemorativa, o 15 de outubro é um convite para olhar com senso crítico para a adesão às práticas recomendadas, a efetividade das ações educativas e a responsabilidade institucional na prevenção das IRAS.
Do conhecimento à prática segura
Neste artigo, a equipe técnica da Inovide revisita a origem do Dia Mundial da Lavagem das Mãos e discute por que, mesmo com ampla evidência científica, incorporar a higiene das mãos à rotina dos serviços de saúde ainda é um desafio. O texto percorre conceitos, os cinco momentos da OMS, a relação com a resistência aos antimicrobianos, o marco regulatório brasileiro e o papel das CCIRAS e dos SCIRAS no monitoramento da adesão.
Lavagem das mãos ≠ higiene das mãos
A distinção evita interpretações equivocadas das campanhas: o objetivo não é só lavar mais vezes, mas fazer o procedimento certo, no momento indicado e com a técnica adequada.
Lavagem das mãos
Prática com água e sabonete para remover sujidades, matéria orgânica e reduzir a carga microbiana.
- Indicada quando há sujidade visível
- Após o uso do banheiro
- Em suspeita ou confirmação de exposição a microrganismos formadores de esporos
Higiene das mãos
Conceito abrangente, que reúne diferentes métodos conforme a indicação de cada procedimento:
- Lavagem com água e sabonete (líquido ou espuma)
- Lavagem antisséptica
- Fricção antisséptica com preparação alcoólica — método preferencial da OMS quando as mãos não estão visivelmente sujas
- Antissepsia cirúrgica das mãos e antebraços
Os cinco momentos para a higiene das mãos
As mãos dos profissionais são uma importante via de transmissão cruzada de microrganismos, sobretudo em UTIs, centros cirúrgicos e unidades de internação.
Fonte: OMS (2009), conforme apresentado no artigo.
Saber não é o mesmo que fazer
Carga de trabalho, disponibilidade de produtos, localização dos dispensadores, condições da pele, percepção de risco e cultura organizacional influenciam a adesão. Por isso, ações baseadas apenas em transmitir informação têm alcance limitado. A OMS recomenda a Estratégia Multimodal, com cinco componentes:
Marco regulatório da higiene das mãos
Perguntas que diferenciam campanha de estratégia
- O serviço monitora regularmente a adesão à higiene das mãos?
- Os resultados são analisados por setor e por categoria profissional?
- As principais barreiras à adesão são identificadas e discutidas?
- Existem planos de melhoria baseados nos resultados encontrados?
- As intervenções são reavaliadas para verificar sua efetividade?
Equipe técnica Inovide
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